OS DOIS IRMÃOS
DE OSWALDO FRANÇA JÚNIOR
Romance de Oswaldo França Júnior, é um livro polifônico aberto em que o leitor pode tirar suas próprias conclusões acerca das histórias folclóricas, populares, contos que muitas vezes revelam a miséria e a incompreensão humana, causando no leitor sentimentos de indignação e absurdo, e juntas fazem o enredo de "Os dois Irmãos" as histórias estão entrelaçadas com a de dois irmãos, cujos são mencionados como o "homem e o "irmão. A narrativa está em terceira pessoa e o tempo linear cronológico, entretanto há o tempo psicológico em que o homem relembra as coisas de infancia (flas back). Em toda a narrativa o homem tenta chamar a atenção do irmão. Busca ter um diálogo e a convencê-lo de que precisa ter um trabalho normal, para o sustento da família. Fica indignado com o jeito de ser do irmão, em todas as situações dá sua opinião, como se quisesse moldá-lo á sua maneira.
Na verdade no início do livro tem-se a ideia que o irmão é ambicioso ao extremo, porém ao longo da narrativa essa ideia vai se desfazendo, pois dá atenção aos desfavorecidos, partilha dos sofrimentos alheios, doa seu tempo e até escuta quem é desprovido de razão no entender do homem:
"Três irmãs velhas. Elas o tratavam como a um amigo e o homem pensou:"Por que ele dá atenção a elas que não sabem nada?...O que elas podem dizer a ele que seja de utilidade? Três velhas que moram sozinhas e quase não falam com ninguém."
Há outros trechos que mostram perfeitamente o preconceito e egoísmo do homem; " Ele escuta um velho e não escuta a mim que sou seu irmão".
No decorrer da história o irmão se revela um Homem simples e solidário para com aqueles que o rodeiam e já está acostumado com o estílo de vida que leva.
O homem é quem está insatisfeito com a situação do outro, ou talvez consigo mesmo, pois não consegue fazer com que o presente seja igual o passado.
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